Amazônia em Chamas

Amazônia em Chamas

Nossa Amazônia pega fogo! Enquanto isso, nossa vergonha chega a níveis alarmantes e inacreditáveis!

Não somos: “Terceiro mundo, se for, piada no exterior”. Piada não! Mas vergonha! O mundo sente pena do Brasil e se pergunta como chegamos a esta triste situação! Mas chegou a fatídica data em que o Brasil não chegou a ficar rico, mas vendeu todas as almas de nossos índios” e nem foi em um leilão! Foi em uma barbárie política, em uma fraude eleitoral. Antieducação, anticiência, antiambientalismo, anti esquerda e anti inteligência

Nas eleições de 2018, tivemos 13 candidatos a presidência da república. Maior número de candidatos desde 1989, quando foram 22 os presidenciáveis. Qualquer uma das outras 12 candidaturas não seria tão ruim quanto a de Bolsonaro, sabemos disso e não foi por falta de aviso que ele foi tragicamente eleito. Muita gente avisou – insistentemente-, mas as mentiras venceram, o empacamento ideológico venceu e por fim, o pior presidente da história do Brasil foi eleito!

Bolsonaro teve cerca de quase 30 anos de serviço público no legislativo. Neste tempo ele exerceu toda sua desídia, mediocridade e atabalhoamento, o seu grande nada de coisa alguma. Nunca foi um bom candidato a absolutamente nada. Sempre foi o pior qualificado em tudo. Um inexperiente assumido e ao mesmo tempo, um anti ambientalista convicto! E se alguém se admira por sua falta de tato na política, infelizmente não conhece e nem nunca conheceu Bolsonaro. Como alguém que odeia o meio ambiente, poderia prover ou mesmo administrar algum tipo de política em favor disso? 

Como era de se esperar, sendo este o pior governo brasileiro de todos os tempos, ele possui também os piores ministros de todos os tempos! O Ministro do Meio Ambiente é alguém que foi condenado por crime ambiental. Como seria possível, alguém com este currículo ser Ministro desta pasta? É algo totalmente incoerente! Mas o que é coerente neste governo?

REVISTA FÓRUM:

Além disso: Três dias antes do conluio por whatsapp entre mais de 70 ruralistas da região de Altamira, no Pará, para atear fogo na floresta amazônica em 10 de agosto, o Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente, recebeu um alerta do Ministério Público Federal sobre a ação, chamada “Dia do Fogo”. As informações são de Carla Aranha, da revista Globo Rural, publicadas na noite deste domingo (25).

“A manifestação dos produtores rurais, caso levada a cabo, ensejará sérias infrações ambientais que poderá, até mesmo, fugir ao controle e impedir a identificação da autoria individual, haja vista a perpetração coletiva”, informou o MPF ao gerente executivo do Ibama em Santarém, Roberto Fernandes Abreu.

Segundo a reportagem, a resposta do Ibama ao MPF, datada do dia 12 e assinada por Roberto Victor Lacava e Silva, gerente executivo substituto do Ibama, informa que as ações de fiscalização estavam prejudicadas por “envolverem riscos relacionados à segurança das equipes em campo”. O documento diz ainda que já haviam sido “expedidos ofícios solicitando o apoio da Força Nacional de Segurança”, ignorados até então pelo ministro da Justiça, Sergio Moro.

Pela primeira vez na história do nosso país, o nosso presidente da república que precisa urgentemente de recursos, simplesmente recusa uma ajuda de 20 milhões do G7e posteriormente diz que até aceita a ajuda, se o presidente francês pedir desculpas por ter chamado Bolsonaro de mentiroso. Mas qual palavra deveria ter sido usada? 

Nosso presidente fez um acordo com a UE onde se comprometeu a preservar o meio ambiente, mas está, como podemos claramente ver, fazendo exatamente o contrário disso, além de ter colocado para fora toda sua misoginia típica e tresloucada de sempre em um episódio tão baixo quanto seu intelecto! 

Infelizmente vivemos em um neofascismo brasileiro, onde aos poucos a república vem sendo atacada e seu funcionamento vem sendo paulatinamente esmagado. O país é governado com uma política egoísta, narcisista e muito fraca no executivo, seguindo uma agenda de extrema direita, que pratica a ideologia do caos. Onde mais uma vez o presidente mente e acredita na própria mentira, quando se diz de centro direita. Logo ele, o ícone do extremismo e do fanatismo. 

É impossível não “polarizar” em situações assim. Como é possível ser condescendente com este tipo de descaso com a Amazônia, com a natureza, com o nosso meio ambiente? É mais do que necessário ser radicalmente contra isso e ficar no pólo oposto do extremismo! Caímos então, mais um vez no paradoxo da tolerância, o qual apresenta a ideia de que, no ambiente social, a tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância, com a devida vênia aos adeptos da Teoria da justiça ou do consenso sobreposto.

“Tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos ilimitada tolerância mesmo aos intolerantes, se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância, com eles. — Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir a expressão de filosofias intolerantes; desde que possamos combatê-las com com argumentos racionais e mantê-las em xeque frente a opinião pública, suprimi-las seria, certamente, imprudente. Mas devemos nos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força; pode ser que eles não estejam preparados para nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, mas comecemos por denunciar todos os argumentos; eles podem proibir seus seguidores de ouvir os argumentos racionais, porque são enganadores, e ensiná-los responder argumentos com punhos e pistolas. Devemos, então, nos reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante.” Karl Popper.

Isso tudo dito, devemos entender que somos uma sociedade plural, com uma série de visões diferentes, tantos quantos forem os grupos, comunidades, minorias ativas, muitas vezes conflitantes e que representam um desafio para uma sociedade tradicional que se pretende unitária, mas não pode haver consenso ou tolerância e muito menos preservação ou proteção com este tipo de visão política e por isso a necessidade de estarmos em campos precisamente opostos. 

É urgente que a conscientização sobre o meio ambiente derrote essa visão obscura do atual governo, pois não há mais espaço para isso e vários países do mundo já notaram isso. Cabe a nós fazermos a justa e dura oposição contra o anti ambientalismo e a falta de soluções e de políticas públicas para a preservação e combate ao desmatamento e aos incêndios na Amazônia. 

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