Antes de reformarmos a previdência, que tal reformarmos é a presidência?

Nem trabalhista, nem tributária, muito menos previdenciária. A mais importante reforma que o Brasil necessita é a reforma do Alvorada.

Em outras palavras:

Fora, Bolsonaro! Esse lugar não lhe pertence!

Não dá para chamar de chefe de estado e de governo um cara que vai no Twitter perguntar o que é golden shower. Mas dá para chamar de liberal, né, senhor mercado?

Não dá para achar que um assumido estuprador de galinhas tenha autocontrole o suficiente para ao menos não perder votos de seus apoiadores. Mas dá para chamar de reformista, né, senhor mercado?

Maior das dúvidas: haverá cérebro no corpo desse tal de mercado?

A verdade é que essa entidade que todos os jornais chamam de ‘’mercado’’ jamais poderá dar algum chute dentro. Ao menos não se o gol-alvo em questão for o do nosso adversário, o da nossa velha conhecida injustiça.

Não que mercado e injustiça sejam como marido e mulher. Não estou dizendo que onde o Frota está, Dória está também. Acontece que por circunstâncias por todos conhecidas, mercado e injustiça uniram-se para enfrentar um inimigo em comum: o petismo.

Foi nos governos do PT que veio a talvez pior crise econômica da nossa história. E foi pensando no próprio bolso que o mercado deu um voto de confiança ao capitão irreformável. Mas será mesmo que disso se segue que devemos aceitar calados que sediem no Brasil a Liga dos Campeões dos Infernos?

Não há exagero: uma mudança na previdência que viole abruptamente o direito dos mais fracos ao envelhecimento digno nada tem de futebol senão de um futebol dos Infernos. A previdência precisa ser reformada? Reforme-se o que se achar importante. Mas que não se deixe de começar pelo mais importante:

Antes de reformarmos a previdência, que tal reformarmos é a presidência?

14 de março de 2019 – Isaias Bispo de Miranda é estudante de filosofia e escritor no Filosofia e Cultura.

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