Morador de rua acordado com jato de água

Brasil, o país do Futuro?

Observe o vídeo abaixo: 

O Brasil é o país do futuro, mas este futuro é um futuro reificado! Onde subjetivamente é possível elencar diferenças que tecnicamente não existem entre celulares por exemplo, atribuindo maior valor, qualidade e prestando culto a uma marca pelo fetichismo da mercadoria, porém, não raro, não se vê o valor na vida de um ser humano. Para muitos, este “ser”, se é que podemos chamá-lo assim, está apenas atrapalhando o comércio! Se ele atrapalha o comércio ou ‘os negócios” ele precisa ser varrido da calçada. 

Alguns diriam que ele poderia ser varrido do mundo, não faz falta! Só atrapalha! Sem casa, sem roupas, sem emprego, sem rumo, sem dinheiro? Sem vida! E assim ele já não é e nem existe mais! Quem vale alguma coisa para nossa sociedade se não tiver dinheiro? Este vídeo é a resposta. Existem vários vídeos que mostram este tipo de cena, que infelizmente, não é incomum. Ali o que se pode ver não é um ser humano, ele é um lixo! 

E quem definiu que ele é um lixo? Ou seja, qualquer tipo de “material” sem valor ou sem utilidade que se joga fora. Ou que se pode retirar de um lugar para “deixá-lo limpo”. Quem e como definiram isso? Seu iPhone X tem muito mais valor do que ele, porque com seu iPhone você consegue tirar selfies maravilhosas! Faz “Facetime”. Nenhum outro celular faz isso! O que este “ser” sabe fazer, além de sujar a calçada e causar “perda de tempo” para este que está limpando? Nada! Não vale nada.

Só o dinheiro é que vale! Pode perguntar para os mais moderados ideólogos insensíveis do tecnicismo econômico, do bom senso e do consenso! Eles são especialistas em números e são um desastre para falar do que é humano! Eles fecham os olhos para o ser humano para falar de números. E por isso mesmo, porque os ignoram, é que conseguem seguir adiante, compartilhando com todos nós a anestesia social que nossa Sociedade do Descarte adora fazer. Quando algo não serve mais, você se livra dele. Um ser descartável!   

Hannah Arendt, analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a filósofa, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.

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