Crucifique Cristo! Salve Barrabás!

Quem diz amar o próximo como a si mesmo, ama qualquer coisa, menos a Deus. Caso tivesse oportunidade de voltar à Crucificação, não duvide: esta pessoa seria a primeira a apedrejar Cristo. Ou não estamos vivendo num mundo onde a dor e a tragédia riem à beça? Por acaso não é nesta Terra e neste exato momento, em que milhares morrem de fome? E não é nesta mesma Terra onde a produção de alimentos é superavitária à população? Seja lá como alguém queira atribuir significado à vida humana, se deixa de lado que, do pouco que vivem, os milhões de desgraçados vivem no mais absurdo sofrimento, não estará falando de algo que caiba “vida” e “humano” no meio. “Aceito! Não é porque eu amo o próximo que eu não erre! Jamais disse que não pecava!”. Então não diga que você é cristão! Somente quando todos se dedicarem tanto aos outros quanto a si é que talvez poderemos dizer que talvez tenhamos pessoas que tentam seguir a Cristo! Enquanto este dia não vier, não mais diferente seremos dos falsos cristãos! O verdadeiro cristão? Quiçá o que, ao contrário do falso cristão, salvaria da cruz é o ladrão e assassino Barrabás. Seguidor de Cristo, se lembraria quando este mandou amar nossos inimigos. Crente que Cristo é o Filho de Deus, saberia que ele ressuscitaria no terceiro dia.

Isaias Bispo de Miranda – 13 de maio de 2018

Isaias Bispo de Miranda é violoncelista com formação na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP). Graduando do bacharelado em Ciências e Humanidades e do bacharelado em filosofia, ambos na Universidade Federal do ABC (UFABC), estuda a obra do filósofo alemão Peter Sloterdijk pelo Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA), onde também é membro.

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