Elogio à mediocridade

Estamos vivendo o ano em que a mediocridade venceu. Pessoas até então anônimas para a coisa pública ganharam o protagonismo. Estas nunca fizeram jus à meritocracia, ou estavam mofadas no mesmo cargo de sempre ou nunca ocuparam cargo algum. E agora foram escolhidas pelas bobagens que dizem, ou seja, por sua mediocridade.

Não só a violência venceu, mas principalmente a violência que nasce pelas mãos da mediocridade. Pela primeira vez, elegemos alguém cujo ídolo é Brilhante Ustra, um cruel, mas, também, um medíocre. E qual é o ícone intelectual agora? Olavo de Carvalho? Um trambiqueiro de esquina que nem a quarta série conseguiu terminar?

Napoleão Bonaparte não nos inspira mais, Alexandre, o Grande, não nos inspira mais, e muito menos Platão nos inspira. Temo que sejam desconhecidas essas figuras históricas. Agora os “gigantes”, de que Newton falava, são menores do que nós mesmos.

A Tabata Amaral, que é um símbolo meritocrático, está certíssima em pôr o ministro Vélez contra a parede. Ele é a mediocridade que acuso aqui. Não era nada antes de ser agraciado pelo presidente, e este, também, não era nada. Claro que ele não responde perguntas básicas sobre educação e repassa a responsabilidade para os secretários, claro que, também, este não tem nenhum projeto concreto para o Brasil.

O ministro Vélez não sabe o que faz lá, deu um salto de carreira que não poderia dar, aliás, deram o salto para ele. Mas isso é igualmente verdade para todos os outros ministérios e, principalmente, para o presidente e o seu guru. Quem os conhecia há 10 anos atrás? O que fizeram de benéfico para o Brasil? Ninguém sabe me responder.

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