Fuga da verdade

As pessoas têm seus deslizes. Pais de jovens costumam ser acusados por eles de errarem naquilo que dizem para o jovem não errar. Os pais são aplicadores formais de normas e regras. Mas os jovens, não raro, acusam para disfarçar seu próprio erro.

Santo Agostinho, no capítulo 23 do livro X, das Confissões, diz que aqueles que dizem a verdade são alvo do ódio daqueles que buscam a felicidade por meio de outras coisas, que não a verdade. Estes, que amam as coisas do corpo, nas considerações de Agostinho, como o dinheiro, o poder e a fama, não admitem facilmente que se enganaram, que seus bens revelaram-se de curta duração ou que lhes trouxeram mais dissabores do que felicidade.

Por não quererem admitir o próprio erro, perseveram nele, inclusive afirmando que a verdade corresponde ao seu modo de viver, e não ao que lhe dizem. Seu amor à verdade passa a ser amor à sua verdade. Odeiam aqueles que lhes falam de estudo, trabalho, honestidade, etc. Jamais admitem estarem enganados, então acusam. Passam a ser mais honestos e corretos do que pais e juízes!

Tentam manter o foco de luz da verdade sobre as figuras de autoridade. Mas, quando são iluminados por esse foco, quando são manifestados pela verdade, passam a odiá-la. Oscilam entre acusar e dizer que as leis não valem.

 

P.s.: a palavra “honesto”é uma das menos utilizadas, por militantes, para defender o Lula. Omissões de palavras também são manifestações do inconsciente.

O Temer é indefensável. Ninguém se identifica com ele, pois parece um daqueles bandidos poderosos, de filme. Já o Lula, é aquele bandidinho, aquele malandro familiar a todos nós.

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