Sem saída?

As pessoas estão se agredindo verbalmente, na rua. Prometendo que a vida do seu alvo vai piorar. Ele supõe que ali haja medo, e que este medo fará o alvo correr para a barra do outro candidato. O outro candidato tem a fala mansa, diz que vai acabar com o ódio. O ódio não acabaria, tendo um ou o outro. O ódio está à solta. A fala mansa de fato não protege. A fala agressiva baba pelo medo dos carneiros.

No primeiro turno havia um candidato com orgulho. Falava de propostas, adorava a si próprio falando coisas boas, bem formuladas, para os outros. Odiadores e medrosos não o quiseram. Orgulhavam-se de serem bostas, os primeiros. Incapazes para orgulharem-se, os segundos. A voz da razão não toca os maus e os ruins. Juntos eles foram a maioria.

Desistentes de serem algo bom ou de serem eus. Falta de consciência ou consciência pesada, cheia. Para onde ir, para ser eu? O mal que eles podem fazer só é possível num país sem auto-estima. O mal que eles já fazem, massacra o eu. Um e outro querem o fraco consigo. Neles não é possível o orgulho que faz o eu.

O orgulho e o discernimento, irmãos, são necessários desde já. Eles não aceitam o mal e o ruim, na política e na pólis.

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